Sua empresa já está preparada para adotar o Bloco K?

Em janeiro de 2017, as indústrias passarão por uma mudança importante na sua área contábil. O antigo Livro de Registro de Controle da Produção e do Estoque (IN86) será substituído pelo Bloco K – lançamento mensal no Sistema Público de Escrituração Fiscal (Sped).

Ele trará todas as informações referentes aos saldos e movimentações de estoque, com dados sobre volumes de matéria-prima e semiacabados utilizados, além de produtos acabados.

A substituição do controle manual pelo registro eletrônico permitirá que Receita Federal e as secretarias estaduais de Fazenda tenham maior poder de fiscalização e de combate à sonegação.

Já para a indústria, o Bloco K representa menos burocracia, pois haverá redução no número de notas fiscais emitidas. No entanto, a medida eleva o risco de multas e sanções em caso de falhas no preenchimento das informações.

 

Bloco K

 

Penalidades

Com a nova exigência para escrituração digital do controle de produção e estoque, o Fisco passa a ter conhecimento de todo o processo produtivo da empresa. Com isso, pode cruzar dados e identificar qualquer tipo de irregularidade.

Na esfera estadual, o atraso no envio das informações gera multa que varia de acordo com a legislação local. Em São Paulo, por exemplo, ela é de 1% sobre o valor do estoque no fim do período.

Na esfera da Receita Federal, a multa pelo atraso no envio das informações do Bloco K é de R$ 500 para as empresas enquadradas no Simples Nacional e de R$ 1.500 para as outras.

No caso de erro no preenchimento do Bloco K, será cobrado o equivalente a 3% sobre as obrigações comerciais. Há ainda as multas pelo imposto não recolhido, que podem chegar a 100%. Isso tudo sem falar no risco de a empresa ser acionada judicialmente por crime de sonegação fiscal.

Solução

Diante do maior poder de ação do Fisco, o gestor da indústria tem o desafio de garantir o correto preenchimento do Bloco K. Para isso, ele pode recorrer a um Manufacturing Execution System, mais conhecido como sistema MES.

Ele faz a ligação entre a área de planejamento e o chão de fábrica, gerando informações precisas e em tempo real. O MES atua de forma a abastecer o Enterprise Resource Planning (ERP) com dados coletados por códigos de barras ou RFID.

Ele também faz a integração com os diversos equipamentos de medição de consumo e produção instalados no chão de fábrica, tais como balanças, aferidores de vazão e células de carga.

Integração

A adoção do MES permite a conexão do ERP com equipamentos e linhas para contagem automática da produção. O sistema realiza ainda a análise entre o consumo de insumos e a produção – o balanço de materiais – no chão de fábrica.

A capacidade de coleta e processamento de dados pelo MES dá ao gestor da indústria a tranquilidade de que o preenchimento de informações do Bloco K ocorrerá sem falhas, eliminando o risco de fiscalizações indesejáveis e de pagamento de multas.

Além de garantir maior segurança no processo contábil, a automação permite à indústria elevar o seu nível de competitividade.

Como sua empresa vem se preparando para a implementação do Bloco K em janeiro? Ela já dispõe de algum sistema MES? Conte-nos a sua experiência.

 

    Receba nossos novidades

    Uso de Cookies

    Este site usa cookies para melhorar a sua experiência online. As informações detalhadas sobre o uso de cookies deste site estão disponíveis em nosso Aviso de Privacidade. Ao continuar acessando o site você concorda com a nossa política de uso de cookies.

    Mais informações aqui Sim, eu concordo