Melhoria do OEE para diminuir custos de produção

Na constante busca por melhores resultados, as empresas muitas vezes atravessam momentos de crise prolongada e até mesmo recessão, como ocorre atualmente em diversos setores da economia brasileira.

Nesses momentos, não é viável um aumento de produção e na eficiência de seus processos como forma de aumentar a lucratividade: produzir mais sem a respectiva demanda é na verdade contraproducente.

Nesses momentos, a redução dos custos de produção é uma alternativa mais viável e seus resultados são positivos e desejáveis, mesmo após os momentos de crise.

Dentre os diversos caminhos para essa redução, muitas empresas estão encontrando na métrica de desempenho OEE (Overall Equipment Efficiency, ou Eficiência Geral de Equipamento) um poderoso aliado para a redução dos custos.

Calculando o OEE

O OEE é resultante do produto Disponibilidade x Performance x Qualidade, onde cada um dos componentes é assim definido:

Disponibilidade = (Tempo Disponível – Tempo de Paradas) / Tempo Disponível
Performance = Tempo planejado para a produção total realizada / Tempo efetivamente gasto para realizar a produção
Qualidade = Tempo planejado para a produção sem rejeitos / Tempo planejado para a produção total realizada

Como observamos, quanto maior cada um dos indicadores acima, maior (e melhor) o OEE. O interessante é que um bom OEE independe da quantidade produzida e sim da relação entre o desempenho para se atingir a produção realizada e o tempo em que todos os recursos foram disponibilizados para sua execução.

A estratificação do OEE aponta para onde as ações devem ser tomadas.

Maior disponibilidade

A redução de paradas, atuando nas causas identificadas pelo controle do OEE, permite reduzir a disponibilidade do equipamento em um momento de estagnação de mercado e reduzir substancialmente os custos com mão de obra, energia elétrica e outros insumos dispendidos, enquanto o equipamento disponível.

Por isso, é importante entender que uma maior disponibilidade será alcançada não só com a redução do tempo de paradas, mas também com a redução do tempo total de disponibilidade de um equipamento.

Alcançando uma performance ideal

De forma análoga, a performance pode ser melhorada aproximando a produção realizada da produção planejada, o que pode ocorrer de duas formas: com o aumento da produção realizada ou a redução da produção planejada.

Aquilo que deve ser produzido deve ser desenvolvido de  acordo com o tempo planejado. As perdas de performance, se não gerenciadas adequadamente, podem consumir os ganhos obtidos com redução de paradas.

Aqui, o monitoramento em tempo real traz as condições ideais para corrigir os desvios de performance a tempo para produzir de acordo com o planejado.

Foco na qualidade

O que que deve ser produzido deve ser produzido sem rejeitos e sem retrabalhos: certo na primeira vez! A produção de rejeitos, além de gastar o tempo precioso de produção, promove perdas de materiais e insumos e aumento nos custos.

A necessidade de execução de retrabalhos consome recursos adicionais e consequente aumento nos custos também. A qualidade pode ser um dos pontos mais fortes no aumento do OEE, que impacta em redução de custos.

Ao reduzir perdas e rejeitos, a eficiência e a lucratividade da operação aumentam reduzindo os custos unitários de produção.

Por impactar de forma mais direta os resultados frente aos custos, é importante manter um foco no aumento na qualidade, seja através de melhoria contínua nos processos de produção ou na implementação de melhores controles.

Gerenciando a eficiência

Para garantir ganhos em qualquer um dos indicadores componentes do OEE, a utilização de um software de gerenciamento de eficiência industrial é uma forma prática e eficaz de se conseguir isso.

Ao monitorar os equipamentos, uma solução de gerenciamento de eficiência permite que os dados coletados sejam transformados em informações, agregando inteligência e indicando os caminhos a seguir para aumento da eficiência.

Dentre os muitos benefícios alcançados pelo gerenciamento da eficiência com o uso de uma solução informatizada, podemos mencionar a redução de rejeitos e perdas, o aumento de performance, a redução de paradas, a identificação de gargalos de produção e de possíveis problemas de manutenção, antes mesmo que aconteçam.

O resultado? Menos custos desnecessários e maior lucratividade. Em tempos de crise, quem não precisa disso?

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