Indústria Inteligente: a quarta Revolução industrial está chegando?

Você já imaginou sua fábrica pensando e se organizando sozinha ou para você essa ideia só faz sentido em sonhos e roteiros de filmes de ficção científica?

Um dos indícios de que a Indústria Inteligente está se tornando realidade, é a chegada da Internet das Coisas (IoT) e do Big Data ao setor de manufatura.

De acordo com um estudo da McKinsey, a Internet of Things vai alcançar US$ 6 trilhões em valor econômico anual em 10 anos. E sabe o que é mais interessante? Um terço será a partir dos setores industriais, o que equivale a quase 10% do PIB mundial de 2013.

Indústria Inteligente o sonho da Europa e EUA

Na Europa e EUA, já existem iniciativas para coordenar esforços de governos, universidades e empresas e realizar o sonho da Indústria Inteligente.

E os planos são ambiciosos, pois visam tornar o sonho acessível, não apenas para grandes empresas de segmentos específicos, mas para pequenas e médias indústrias de diversos segmentos.

Em 2011, a Alemanha lançou sua iniciativa para fomentar o desenvolvimento de conceitos, tecnologias, processos e padrões inovadores, visando o desenvolvimento da Indústria Inteligente. Essa iniciativa foi denominada Indústria 4.0, a Quarta Revolução Industrial.

A Quarta Revolução Industrial

Relembrando, a primeira revolução industrial ocorreu no final do século XVIII e foi impulsionada pela mecanização de processos com o uso de máquinas a vapor. A segunda, no final do século XIX, pela reorganização do trabalho para produção em massa e pelo uso da eletricidade.

Na segunda metade do século XX, a terceira revolução industrial se deu com o aprofundamento da automação com o uso da eletrônica e tecnologia da informação.

A quarta revolução, será impulsionada pelo uso da internet das coisas, computação na nuvem, e será caracterizada pela produção customizada em massa, em sistemas de produção extremamente flexíveis.

EUA na corrida pela liderança

Os Estados Unidos entraram na corrida pela liderança dessa nova revolução em 2013, quando foi fundada a Smart Manufacturing Leadership Coalition, para coordenar as iniciativas do país.

O objetivo é criar uma infraestrutura aberta na nuvem, com padrões para compartilhamento de tecnologia e suporte aos sistemas que coletam, compartilham, contextualizam, entendem os dados e executam os processos de tomada de decisão em todos os níveis da cadeia de suprimentos.

Produtos inteligentes interativos

Na Indústria Inteligente, os produtos serão inteligentes com tags ou etiquetas de auto identificação eletrônica. Os produtos serão capazes de se comunicar com o ambiente, gravar e armazenar informações sobre si. No processo produtivo, trocarão informações com os equipamentos.

Depois, se comunicarão com os sistemas de armazenagem, distribuição e venda, e com o consumidor final. As máquinas serão dotadas de sensores e de sistemas de controle, com a capacidade de identificar e se comunicar com os produtos, se comunicar e interagir com outros sistemas na internet.

Poderão, por exemplo, obter parâmetros e se auto ajustar para produzir um produto customizado, ou reduzir desgastes ou consumo de energia.

Impressão 3D na cadeia de suprimentos

Os processos de fabricação convencionais poderão ser combinados com a fabricação aditiva, popularmente conhecida como impressão 3D. Muito além da prototipagem rápida, onde já vem sendo utilizada, a impressão 3D poderá revolucionar cadeias de suprimentos.

Por exemplo, consumidores poderão comprar e baixar de lojas virtuais, produtos, ou peças de reposição, e imprimi-los em uma impressora 3D, economizando transporte e armazenagem de produtos.

Otimização global da cadeia

Muitas outras oportunidades se abrirão nas áreas de desenvolvimento de produto, engenharia de processos, planejamento e controle dos estoques, produção, manutenção e qualidade.

O fato é que no futuro próximo, seus produtos, suas máquinas, seus sistemas, seus processos e seus profissionais, estarão conectados a uma rede de dados e serviços na nuvem, que integrará toda a cadeia de suprimentos em tempo real, onde aplicações orquestrarão as tomadas de decisão, de modo dinâmico e adaptativo, promovendo a otimização global da cadeia.

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