Implantação do Bloco K do Sped Fiscal começa em janeiro
A partir de 1º de janeiro de 2017, todas as empresas industriais terão a obrigatoriedade de informar, detalhadamente, o volume de estoques e de produção no Bloco K do Sistema Público de Escrituração Digital ou Sped Fiscal.
Novas exigências Bloco K
Nessa nova escrituração, constarão diversos itens, como o consumo específico padronizado, as eventuais perdas do processo produtivo e as substituições de insumos, em relação a todos os produtos fabricados e comercializados pela unidade industrial ou por terceiros.
O Bloco K conterá todos os pormenores de movimentações de estoque durante o processo de produção, tais como perdas durante o processo, quebras no transporte, movimentações de insumos/produtos para terceiros e de terceiros, quaisquer ajuste de inventário, compras e vendas e saídas de qualquer natureza.
Na verdade, o Bloco K do Sped Fiscal refere-se à digitalização do Livro de Controle de Produção e Estoques, que, hoje, já é escriturado manualmente com informações das fichas técnicas dos produtos e das perdas ocorridas no processo produtivo, além de outros dados.
Menos burocracia e sonegação
Com a eliminação do livro em papel, a expectativa das autoridades é que a emissão de notas fiscais incorretas seja reduzida, bem como evitadas diversas formas de sonegação, como notas fiscais subfaturadas ou com outras ilegalidades, as conhecidas popularmente como notas fiscais ‘frias’ ou espelhadas, notas fiscais calçadas e as meia-notas.
Com o Sped Fiscal, também é esperado coibir as divergências de inventário ao exercer maior controle de materiais e controle de produção.
E agora, o que fazer?
Você, gestor industrial, sabe que terá muito trabalho pela frente diante das novas exigências da Receita Federal. Está ciente de que, se continuar a utilizar os tradicionais controles manuais de movimentação de materiais e produção, sujeitará a empresa a multas e sanções previstas a partir da nova escrituração digital.
Sabe, também, que entre seus principais desafios diários, está a busca por produzir com mais eficiência e produtividade com menores níveis de estoque. E, entre as barreiras para atingir seus objetivos operacionais, estão exatamente os mesmos fatores que prejudicam a qualidade da informação do chão de fábrica.
Ao buscar sanear as questões de diferenças de inventários, desperdício no estoque e na produção, você tende a evitar problemas com relação à nova metodologia de apresentação de dados imposta pela Receita Federal.
Novo processo evita desperdícios
Embora o atual momento econômico possa sugerir a postergação de investimentos, está claro, que você deve garantir os recursos necessários para reduzir desperdícios e, ao mesmo tempo, implantar os processos que evitarão problemas com o Fisco em 2016.
Argumente e priorize a modernização
Sua missão não pode ser outra, senão a de convencer a direção a priorizar os investimentos para modernizar o controle do estoque e do processo produtivo, tipicamente, realizados pelas áreas de Planejamento e Controle da Produção (PCP) e Produção.
O argumento mais importante é o de que essas mudanças terão como objetivo, não apenas atender um novo tipo de exigência da Receita, mas principalmente tornar o processo produtivo mais competitivo com uma produção de custo menor e, portanto, com possibilidades de ganho de maior espaço no mercado em um cenário de retração de demanda.
Sintonia entre tecnologia, processos e pessoas no Bloco K
Prepare-se para um período de reorganização do fluxo produtivo em que a atenção à qualidade da informação será fundamental. Avalie novas metodologias mais competitivas para automação do chão de fábrica que assegurem o controle do fluxo de informação e a gestão por indicadores.
Lembre-se que a equipe deve ser avaliada e treinada com atenção, já que ela também faz parte da equação. Uma gestão por processos é um empreendimento tripartite, ou seja, envolve igualmente tecnologia, processo e pessoas.
Fique atento e evite multas e sanções. Não perca tempo e produza informações de qualidade!
